A Feirinha da Marechal , definiu à época o jornalista e poeta Franklin Maxado, foi o “rabo da lagartixa” que ficou vivo no centro de Feira quando Zé Falcão e a elite da época tentaram matar não só a feira-livre mas o espírito dela que domina a cidade. Transferida a maioria “lá pra baixo”, perto do riacho, mas os feirantes da Marechal ficaram por ali, aos trancos e barrancos, na resistência. Hoje, no café-da-manhã dedicado ao Dia do Feirante, foram lembradas algumas tentativas de extingui-la, nas conversas informais animadas por mugunzá, acarajé, salada de frutas, sucos, sopas e outras iguarias de feira.
A presidente da Associação dos Feirantes da Marechal, Edineide Ribeiro, queixou-se com a imprensa da lentidão da Prefeitura de Feira em cumprir o pacto de reorganizar a Feirinha da Marechal. O governo, ano passado, ficou responsável por encomendar as barracas padronizadas e…até agora, nada.
O governo cai no descrédito, quando ganhava credibilidade, pois, ao contrário de outras gestões, abriu um diálogo mais propositivo e sem a insistência obsessiva de acabar a feirinha. Será lamentável se essa lentidão do governo for um sinal de que o Poder Público vai voltar àquele ódio ao mercado informal, que é apenas um disfarce do ódio aos pobres.

