No livro “Como É Meu Nome?”, de Lamartine Motta, emerge a lembrança de seu pai, Floriano Motta, que foi uma figura marcante na história da imprensa do interior da Bahia, destacando-se como jornalista e empreendedor da comunicação. A autobiografia de memórias do médico e escritor baiano será lançada hoje (sexta-feira ,23) em Feira de Santana, no Casarão Fróes da Motta, às 19:30h.
O relato percorre desde sua juventude e militância política pacífica no movimento estudantil e clandestino durante os anos de ditadura militar em Feira de Santana e Salvador — ao lado de figuras marcantes como o amigo guerrilheiro Luís Antônio Santa Bárbara —, passando por seus anos de formação acadêmica, vivências em repúblicas estudantis e ativismo na área médica.

O pai do autor, Floriano Motta, teve Feira de Santana como sua principal base de atuação, onde fundou o jornal “Vanguarda”, no início doas anos 1950, veículo de grande relevância local que deu voz aos debates sociais, políticos e culturais da região. Contava com as participações de Eduardo Portella e Juarez Bahia, ícones da cultua e do jornalismo. Reconhecido por sua firmeza de posicionamento, olhar atento às causas comunitárias e dedicação ao jornalismo regional, Floriano Motta ajudou a consolidar a imprensa feirense e inspirou gerações de comunicadores na Bahia.
Paralelamente, o livro celebra o amor de mais de meio século por sua esposa e companheira de vida e profissão, a médica Dra. Tânia Maria, registrando momentos em família com os filhos, viagens pelo mundo, a dor das perdas e o gradual encontro com a espiritualidade e o amadurecimento interior.
Em Jacobina, participou da fundação do jornal “O Lidador”, na década de 1930, foi correspondente do jornal “A tarde” em diversas ocasiões. Mudou-se com a família e seu semanário “Vanguarda” para aquela cidade em 1955. Retornou a Feira de Santana em 1961, quando voltou a editar o “Vanguarda” até 1963. Posteriormente foi um dos fundadores do jornal “A Palavra” em Jacobina, onde colaborou até sua morte em 1977.


