Mensurar esses eventos é sempre um exercício de super valorização mas alguns aspectos, nesse caso, permitem uma afirmação tão peremptória como a do título acima. Primeiro, nas artes visuais, não há notícia de nenhuma ‘coletiva’ que tenha agregado tantos nomes consagrados das artes plásticas de Feira e da Bahia. Juraci Dórea, Vivaldo Lima e Galeano, para citar apenas esses três, estavam lá de pincel e paleta nas mãos pintando paredes no espaço de bregas mais famoso do centro antigo da Feira, o Beco da Energia.

O movimento que culminou naquele 15 de novembro de 2015 chamava-se #obecoénosso, liderado por uma figura performática e inquieta, tatuador, artista visual, músico, Márcio Punk.
Hoje o movimento está praticamente extinto, apesar do Beco ser usado, e eventualmente, para eventos underground. A ausência de Márcio Punk não foi ocupada, pelo menos com aquela disposição e desprendimento que marcavam a personalidade dele.
As fotos são de Reginaldo Pereira

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