O poeta baiano Franklin Maxado reeditou, pela Queima-Bucha, o célebre livro “O que é Cordel”, best-seller lançado pela Codecri, editora do famoso jornal O Pasquim.
A gráfica de Gustavo Luz @gmlu.z também é, diretamente, responsável pelo renascimento do cordel no Rio Grande do Norte, quando lançou os trabalhos do poeta Antônio Francisco. Gustavo é poeta, contista, um ativista cultural em essência e ofício.A Queima-Bucha fez 40 anos em 2025.
Ele deu continuidade à atividade do pai. Família profundamente ligada às letras, à palavra. Gente brilhante.
Tive a honra e o prazer, concedidos por Gustavo, de ler o livro “Cartas da Europa” , de Jaime Hipólito Dantas, tio dele, antes de ir para impressão. Embora tivéssemos sido contemporâneos do Colégio Diocesano, em Mossoró, nos aproximamos quando eu já morava na Bahia e, como sempre, nesse ir-e-vir que me faz inteiro.
Ele nem sabia, por exemplo, do encontro que tive com Jaime Hipólito quando eu ainda era um estudante secundarista no Recife sonhando ser escritor, um contista assim como era Jaime.
Um dia, de férias, tomei coragem e resolvi mostrar um dos meus “contos” ao escritor de Estórias Gerais.
O escritório de advocacia de dr. Jaime ficava no prédio vizinho ao Banco Mossoró. Ele era grave. Solene. Não o conhecia e muito menos ele a mim, mas me recebeu protocolarmente. Fui direto, puxei a folha datilografada e o entreguei para análise. Ele imediatamente passou a ler e ao terminar também foi direto. Aquilo não era um conto. Estava mais para uma notícia, jornalismo. Inclusive você tem no seu nome o de um grande jornalista, Costa Rego [alagoano, editor do Jornal da Manhã, no Rio de Janeiro, no início do século passado], me disse. Eu já arrasado na minha expectativa e brio adolescente. E me despachou. E eu tratei de esquecer aquele encontro. Mas virei jornalista.


