Era uma surpresa. Quando o poeta Iderval Miranda Miranda soubesse, o livro já estaria editado. Então se contaria a partir dali não só a história que está no livro, mas a história do próprio livro e sua profunda ligação com a poesia desse grande poeta contemporâneo da Feira. Não lhe dissemos nada. Nem quando o plano foi abaixo.
Foi um erro, dos inúmeros cometidos, na estratégia para editar o “romance sempre inacabado” do intelectual Dival Pitombo.

Manuscritos garimpados nos arquivos do espólio de Dival, através de conexões de amizades e vínculos familiares, nas quais teve papel preponderante, as jornalistas Socorro Pitombo e Carolina Lobo.
Com Socorro, e mais Vivaldo Lima, que fez a capa do livro inédito, o levamos para ser impresso onde não devíamos levar. E eu me culpo pela ingenuidade:
fomos presentear o livro à Reitoria da UEFS, instituição da qual Dival foi um dos fundadores primordiais. Você já deduziu o que aconteceu…
“Beco do Mocó”
o intelectual
e seu romance sempre inacabado
a farmácia de cumpadinho
e os velhos gonococos
suspirando pelas tristes samambaias
já apodrecidas
juventude e saudade
(em Poemas de Feira, de Iderval Miranda)

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