×
Blog da Feira
  • Cidade
  • Cultura
  • Colunistas
  • Política
  • Distritos
  • Quem somos
Blog da Feira
  • Cidade
  • Cultura
  • Colunistas
  • Política
  • Distritos
  • Quem somos
Avatar photo
André Pomponet
quarta-feira, 15 de abril de 2026 / Publicado em Colunistas, Destaques

Quase 10% dos baianos vivem em favelas e comunidades urbanas

Compartilhar:

  • Share on WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Share on Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Share on Bluesky(abre em nova janela) Bluesky
  • Share on X(abre em nova janela) 18+
  • Share on Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Share on LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
  • Share on Threads(abre em nova janela) Threads
  • Mais
  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Email a link to a friend(abre em nova janela) E-mail
  • Share on Reddit(abre em nova janela) Reddit
  • Compartilhar no Tumblr(abre em nova janela) Tumblr
  • Share on Pinterest(abre em nova janela) Pinterest

Depois da refrega por nomes e cargos para as eleições majoritárias baianas, acredita-se que se aproxima o momento dos candidatos se debruçarem sobre os problemas que afligem os baianos para apresentar soluções. Os números do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), recentemente divulgados, podem servir de guia para diagnósticos. Está se supondo – talvez ingenuamente, vá lá – que, nos programas de governo, problemas estarão apontados, com o respectivo conjunto de ações indicado.

Segundo o Censo 2022, foram mapeadas 572 favelas e comunidades urbanas da Bahia. Apurou-se que 1,370 milhão de baianos (9,69% do total) residem nestes espaços, que totalizam 160 quilômetros quadrados. É grande a aglomeração: 8.561,72 habitantes por quilômetro quadrado. As favelas baianas abrigam 677,3 mil domicílios, o que corresponde a 9,85% do total de habitações recenseadas.

Normalmente as favelas e comunidades urbanas são mais comuns em grandes e médias cidades. Os pequenos municípios – presume-me – não costumam abrigar estes aglomerados. Mas, mesmo restrito às cidades maiores, a questão apresenta ampla heterogeneidade, assim como heterogêneas são as diversas regiões da Bahia.

Mesmo assim, há elementos comuns. A vida na favela, por exemplo, é mais corriqueira para as pessoas pretas: elas representam 22,3% da população total, mas são 39,2% dos residentes em comunidades; os pardos ostentam condição um pouco melhor: são 57,3% da população do estado e 51,1% em favelas. Os brancos, por sua vez, são 19,6% dos baianos e apenas 9,3% dos habitantes das comunidades.

Alguns números, à primeira vista, surpreendem: 53,8% dos domicílios baianos tem conexão à rede de esgoto e, nas favelas, 85,6%; Nas comunidades, 98,1% tem acesso à rede de abastecimento de água, contra 83,1% da população em geral; o percentual de banheiros para uso exclusivo é próximo: 96,9% contra 99,1% em favelas; e a coleta de lixo chega a apenas 83,3% da população em geral, mas a 96,5% das favelas.

Os dados acima oferecem elementos para constatações. Pretos e pardos – a população negra – alvejados pela exclusão histórica, seguem compondo a maioria absoluta dos baianos mais pobres, residindo em habitações precárias, comuns nas favelas. Festejam-se muitos avanços recentes, mas a exclusão segue, indiscutivelmente, como um grande desafio.

Moradores de favelas e comunidades têm mais acesso a alguns serviços públicos essenciais do que a média da população baiana. Não se trata de um privilégio: mais comuns em grandes cidades, as favelas estão mais próximas das redes de oferta destes serviços. Municípios menores, mais distantes e a população rural seguem à espera das tão anunciadas extensões destes serviços. Sem muito sucesso até aqui, como se vê.

Um recorte simples já oferece um panorama do desafio de levar serviços essenciais a milhões de baianos. Oferece também uma amostra de que as desigualdades sociais e raciais tem endereço facilmente localizável. Não se diluem no território, concentrando-se nas favelas, em pequenos municípios e no rural invisibilizado.

Enfim, não é por falta de informação que os problemas que afligem os baianos não são resolvidos.

Foto: AlmaPreta

  • Sobre
  • Últimos Posts
André Pomponet
André Pomponet
Economista pela Universidade Estadual de Feira de Santana (2002), mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (2012), exerce o jornalismo desde 1995, quando ingressou no extinto jornal Feira Hoje. Posteriormente, atuou em outros órgãos de comunicação e foi Chefe de Redação da Assessoria de Comunicação Social da Câmara Municipal de Feira de Santana.É colunista do Blog da Feira.
André Pomponet
Últimos posts por André Pomponet (exibir todos)
  • O Ferry Boat na subida do Sobradinho - 16/04/2026
  • Quase 10% dos baianos vivem em favelas e comunidades urbanas - 15/04/2026
  • Anticristo se traveste de Cristo com IA - 14/04/2026

Compartilhar:

  • Share on WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Share on Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Share on Bluesky(abre em nova janela) Bluesky
  • Share on X(abre em nova janela) 18+
  • Share on Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Share on LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
  • Share on Threads(abre em nova janela) Threads
  • Mais
  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Email a link to a friend(abre em nova janela) E-mail
  • Share on Reddit(abre em nova janela) Reddit
  • Compartilhar no Tumblr(abre em nova janela) Tumblr
  • Share on Pinterest(abre em nova janela) Pinterest

Relacionado

Deixe um comentárioCancelar resposta

Privacy & Cookies: This site uses cookies. By continuing to use this website, you agree to their use.

To find out more, including how to control cookies, see here: Política de privacidade

Arquivos BF






Blog da Feira: Jornal de Notícias de Feira de Santana

© 2023 Janio Costa Rego Comunicações - Todos os direitos reservados
Política de Privacidade

TOP
Blog da Feira