×
Blog da Feira
  • Cidade
  • Cultura
  • Colunistas
  • Política
  • Distritos
  • Quem somos
Blog da Feira
  • Cidade
  • Cultura
  • Colunistas
  • Política
  • Distritos
  • Quem somos
Avatar photo
André Pomponet
quarta-feira, 29 de abril de 2026 / Publicado em Cidade, Destaques

A realidade da Rocinha, maior favela feirense

Compartilhar:

  • Share on WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Share on Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Share on Bluesky(abre em nova janela) Bluesky
  • Share on X(abre em nova janela) 18+
  • Share on Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Share on LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
  • Share on Threads(abre em nova janela) Threads
  • Mais
  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Email a link to a friend(abre em nova janela) E-mail
  • Share on Reddit(abre em nova janela) Reddit
  • Compartilhar no Tumblr(abre em nova janela) Tumblr
  • Share on Pinterest(abre em nova janela) Pinterest

A Rocinha é a maior favela do Brasil, com cerca de 72 mil habitantes, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Encravada na sofisticada zona sul do Rio de Janeiro, a gigantesca comunidade é fronteiriça com dois badalados bairros cariocas: a Gávea e São Conrado, ambos figurando entre os metros quadrados mais caros do Brasil.

Em São Conrado há uma estação de metrô que dá acesso à favela. O movimento no seu sopé é indescritível: carros, vans, motos e ônibus trafegam num vaivém incessante, desembarcando e embarcando gente, que sobe com o corpo cansado, que desce apressada para seus compromissos, contornando a multidão de ambulantes. Quem observa a comunidade de fora impressiona-se com seu casario irradiando-se morro acima, numa aglomeração sufocante.

Nos anos 1980 a Rocinha carioca já era famosa Brasil afora, por conta de episódios de violência. Seus bandidos, lendários, frequentavam a crônica policial em vívidas descrições de tiroteios, mortes e acirradas disputas pelo poder. Imagino que a fama inspirou o batismo de inúmeras “rocinhas” Brasil afora.

Aqui na Feira de Santana, por exemplo, existe uma delas. O nome é alusivo à Rocinha carioca? Não encontrei resposta. O fato é que a Rocinha feirense, com seus 3.470 habitantes distribuídos por 1.488 domicílios, em 0,462 quilômetro quadrado de área, ostenta a condição de maior favela feirense, segundo o mesmo IBGE.

Alguns indicadores são até favoráveis na Rocinha feirense. Acesso à rede de água (99,18%), banheiro de uso exclusivo (99,92%) e coleta de lixo (98,6%) aproximam a comunidade dos bairros mais bem servidos da cidade. Por outro lado, há apenas uma escola e nenhum estabelecimento de saúde. Em compensação, há 10 igrejas.

Há outros indicadores que afastam a Rocinha dos bairros mais bem cuidados da cidade. É o caso da pavimentação: quase metade dos domicílios (49,3%) não conta com via pavimentada no entorno; com relação à existência de boca de lobo ou bueiro, nada menos que mil domicílios (82,4%) não dispõem destes equipamentos nas proximidades.

As dificuldades da comunidade não se encerram aí. Dos 1,4 mil domicílios da Rocinha, 1,2 mil não contam com ponto de ônibus no entorno, o que corresponde a 92,2%. Outro problema é a arborização: 81,2% das residências não têm árvores nas imediações; 4,78% dispõem de uma ou duas árvores e só 7,25% têm cinco ou mais árvores.

Como é corriqueiro, os negros são maioria na população residente na Rocinha. Pardos (51,5%) e pretos (39,5%) superam, em muito, os brancos, que somam apenas 8,7% dos moradores da comunidade. Há também mais mulheres que homens: para cada 100 delas, há apenas 84 homens.

A Rocinha abriga a hoje badalada Lagoa Grande, que fica nos limites da comunidade. Nos últimos anos, intervenções do governo estadual promoveram a revitalização da lagoa, que se tornou um dos – poucos – cartões postais da Feira de Santana. Mas, como os números permitem perceber, falta muito para melhorar a vida na maior favela da Princesa do Sertão.

  • Sobre
  • Últimos Posts
André Pomponet
André Pomponet
Economista pela Universidade Estadual de Feira de Santana (2002), mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (2012), exerce o jornalismo desde 1995, quando ingressou no extinto jornal Feira Hoje. Posteriormente, atuou em outros órgãos de comunicação e foi Chefe de Redação da Assessoria de Comunicação Social da Câmara Municipal de Feira de Santana.É colunista do Blog da Feira.
André Pomponet
Últimos posts por André Pomponet (exibir todos)
  • A realidade da Rocinha, maior favela feirense - 29/04/2026
  • Autodeclarados indígenas cresceu quase 600% em Feira - 27/04/2026
  • Um pouco sobre Bonfim de Feira - 23/04/2026

Compartilhar:

  • Share on WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
  • Share on Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Share on Bluesky(abre em nova janela) Bluesky
  • Share on X(abre em nova janela) 18+
  • Share on Telegram(abre em nova janela) Telegram
  • Share on LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
  • Share on Threads(abre em nova janela) Threads
  • Mais
  • Imprimir(abre em nova janela) Imprimir
  • Email a link to a friend(abre em nova janela) E-mail
  • Share on Reddit(abre em nova janela) Reddit
  • Compartilhar no Tumblr(abre em nova janela) Tumblr
  • Share on Pinterest(abre em nova janela) Pinterest

Relacionado

Deixe um comentárioCancelar resposta

Privacy & Cookies: This site uses cookies. By continuing to use this website, you agree to their use.

To find out more, including how to control cookies, see here: Política de privacidade

Arquivos BF






Blog da Feira: Jornal de Notícias de Feira de Santana

© 2023 Janio Costa Rego Comunicações - Todos os direitos reservados
Política de Privacidade

TOP
Blog da Feira