O Abrigo Predileto não é centenário como estão dizendo por aí e por aqui. É mais uma “culhuda” sobre a História da cidade.
Dizem que o sociólogo Antônio Risério se refere a Feira como a “cidade do armengue”, ou seja, da improvisação, da falta de zelo ou rigor com as coisas feitas ou ditas.
Monsenhor Galvão “que o diga”, se vivo estivesse, pois enquanto pesquisador da história feirense enfrentou essa muralha de ignorância que faz com que, por exemplo, Lucas da Feira seja ainda hoje visto como bandido e não como quilombola, ou ainda cultuemos uma casa velha nos Olhos D’água como sendo a primeira erguida na cidade por Ana Brandoa.

A “culhuda” da vez agora é o Abrigo Predileto. Alguém, talvez “entusiasmado” com os 100 anos do Paço Municipal, resolveu “centenarizar” também o Abrigo, e (vamos rir pra não chorar…!), até o presidente da Câmara de Vereadores embarcou na “culhuda” e tascou uma moção de aplausos ao velho edifício da Praça da Bandeira onde funciona, é verdade, uma das melhores e mais populares lanchonetes do centro agitado da Feira velha.
E ainda mais risível: um ex-prefeito da cidade, médico, professor, comemorou a iniciativa do ‘ínclito’ vereador com postagens ufanistas nas redes sociais.
Não, o Abrigo não tem 100 anos. O recorte abaixo é de 1947, ano em que o prefeito Francisco Caribé assumiu o cargo.



Os documentos estão aí para provar. 1947/1948. São 78 anos. Mas o que são apenas 22 anos de diferença? questionará a “culhudeira” profissional ou a pessoa analfabeta mas dona da verdade, “historiadora” ou “influenciadora”, que são muitas na Feira…!
Feira é mentirosa, insensível e ignorante. Esconder isso pra quê? Mas é hilária. Gosto dela, mas não ‘como reggae’.
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