João Alves Borges é uma das figuras folclóricas, comentadas e irreverentes da história contemporânea da política, e do comércio de Feira de Santana. Era dele o imóvel agora desapropriado pela Prefeitura para ser um polo de secretarias municipais.
Além dos lances excêntricos atribuídos a ele na atividade comercial, foi na política que Borges ganhou notoriedade. Nunca conseguiu se eleger, mas tentou diversas vezes ser deputado e vereador. Em umas das campanhas, lançou também a mãe dele, Dona Deodata Pereira Borges, com 103 anos de idade (no TSE eram 98…) , que ganhou os holofotes da imprensa de todo o Brasil como a candidata mais idosa do país e ficou conhecida como “Mamãe”. Além de expor a mãe ele também se apresentava na televisão vestindo sunga.
No campo dos negócios, João Borges construiu uma trajetória de forte presença na Feira. Ficou amplamente conhecido como o proprietário e diretor da antiga rede Farmácias do Caroá, que chegou a contar com cerca de 20 filiais na região e baseava seu marketing na promessa de vender medicamentos a preços populares.
Por aqui ele foi também o “homem do imposto único” . Era presença constante em programas de rádio locais (como na Rádio Subaé), onde adotava um tom inflamado para protestar contra a burocracia estatal e defender de forma obstinada a tese do Imposto Único como solução para a economia do país.
Em tempos mais recentes Borges foi acometido com problemas de saúde e estaria morando em propriedades rurais adquiridas na região do Lago do Sobradinho.



