Jairo Cedraz é um arquiteto, funcionário público municipal, um eremita urbano, mas, até hoje, homem de esquerda militante, um intelectual à moda Gramsci que outrora era mais comum encontrar pelas ruas e bares da Feira. Até no Velho Zu.
Hoje, Jairão é uma raridade. É gente que pensa Feira, de verdade, porque conhece, interessou-se e trabalhou integrado com a vida urbana, não correu em trilhos de sucesso e lacração. É raridade.
Como técnico da Prefeitura de Feira, participou da elaboração dos primeiros registros técnicos do urbanismo local, trabalhou imensamente na confecção de mapas do intrincado tecido urbano e do solo. Tem na cabeça , como se diz, o acervo da Secretaria de Planejamento, onde estão documentos cartográficos, imprescindíveis para o olhar sério e progressista sobre a urbe.
Essa foto, que mostra o que diz o título, foi ele que mandou. Com uma observação bem dele :
“Retrato de Feira de Santana em semáforos. 80% dos acidentados no Clériston são motoqueiros ou vítimas deles. O populismo de direita se lixa para isso.”
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