Patrícia Neri , filha do Mestre Satu e dona Antônia, me dá a certeza de que ‘Seu’ Desinho ainda monta o cavalo russo e vai à praça do antigo povoado de Tócos, onde o encontrei quando andei por ali à procura da memória de Zabé do Poço e de um tambor e seu dono, Mestre Satu, que eu vira, há muitos anos, numa festa que fui levado pela diplomacia jornalística de Valter Xéu, na cidade de Antônio Cardoso.
Desci do ônibus de Tócos nesse boteco, onde conheci Edgar Oliveira, Desinho, ex-garçom no Pelourinho, agricultor, criador, caçador no tempo em que o Riacho Mocó tinha mata ciliar, sambador e tocador de “tabaco” (um nome para o impressionante instrumento feito com tronco de árvore nativa), pai de 17 filhos, sendo 10 mulheres e sete homens.
Que bom que estão todos bem lá em Tócos. (escreve-se mesmo assim, com o ó acentuado!)
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