Zé Francisco é o violeiro repentista que foi expulso do FLIFS porque beijou uma mulher. Nao, não foi um episódio de assédio, nem agressão. Nem no início do século passado. Foi beijo consentido pela beijada mas condenado pela moral arrevesada da organização do evento organizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana.
Foi um triste episódio de preconceito e profunda mediocridade e provincianismo que invadiu a vida pessoal do artista e desmoralizou-o publicamente, expulsando-o da Praça do Cordel.
Não, não foi um beijo escandaloso e cheio de erotismo. Não.
O argumento para a agressão ao poeta foi que tratava-se de um “beijo adúltero” , um desrespeito ao “local de trabalho”, e, pasmem! , a coordenadora do Flifs, como amiga da mulher oficial do cantador, sentiu-se ofendida e por isso…a vergonhosa expulsão.
Nunca mais o cantador foi chamado para o Flifs. Isso foi em 2023.
Naquele mesmo dia infeliz da antiga Feira do Livro, na praça da Matriz, o poeta improvisou com o mote “Na Feira do Livro em Feira é proibido beijar?”
Lá na Praça do Cordel/
não pode beijar ninguém/
porque até fiscal tem/
olhando o nosso papel/
Sou romântico e menestrel/
beijo porque sei amar/
E alguém veio me reclamar/
e praticou uma besteira/
Na Feira do Livro em Feira,
é proibido beijar?
O Flifs, com todo o sucesso que possa ter, carrega essa mancha que lembro e ainda fico indignado embora o poeta continue poetando e contando “vantagens” e mentiras porque ele é mesmo namorador e ninguém tem nada a ver com isso. Só aquelas doutoras da UEFS, donas dos cachês milionários que são investidos na cultura popular.
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