Quando o marketing de Josué Mello (Propeg) “obrigou” Zé Falcão a mudar seu candidato a vice, na reunião para escolher o substituto, foi apresentado o nome de Plínio Pereira, engenheiro, radialista e evangélico.
Zé Falcão lambeu os beiços, murmurou algo inaudível e deu aquele riso de canto de boca : “pessoal, nós estamos numa guerra santa, não posso colocar um evangélico para ser meu vice”.
Em 1996 os evangélicos ainda não estavam com essa corda solta na política. Josué era pastor presbiteriano, uma igreja mais ecumênica que conflituosa. Mas já haviam os radicais fundamentalistas e foram eles que lançaram um jornal, em plena campanha, fazendo a proposta: tirar da Feira o nome de sua padroeira, Senhora Santana.
fotos: Luiz Tito Tito

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