Zé Falcão não podia faltar ao debate na Tv. Subaé. Não vou me deter em mais explicações: era 1996 e Modezil Cerqueira lhe era dileto e prestativo.
Mas sabia que tinha uma desvantagem visual muito grande com um opositor de ar jovial, bem falante, impositivo, ex-Reitor de uma universidade.
Era segundo turno e o ex-prefeito precisava de uma estratégia cavilosa como foi a do Ovo da Ema que, pelo inusitado e sutileza crítica, foi a estrela do debate no rádio, mas ajustada à Tv. Não podia fazer piada.
Sozinho, na Chácara que possuia na BR-324, leu com atenção o formato do debate e decidiu.
Quando no debate, ele desprogramou o quadro deixando Josué Mello falando sozinho, as conexões do sistema da Globo foram afetadas e a turma da TV, de Modezil ao porteiro, “pirou”. Edson Borges, o mediador, cansou de apelar e advertir que tínhamos aceitado as regras. E Falcão impassível.
“A cada intervalo, Falcão tomava um gole de água e, calmamente, virava-se para Josué e perguntava: ‘Está nervoso, Pastor?‘”, relembra, aos risos, o jornalista Edson Borges.
Quando voltei ao estúdio ele perguntou baixo, discretamente, mas sorrindo ao seu jeito:
“e a reação, e a reação do povo?”.
- Ela já sobreviveu a inúmeras tentativas de assassinato - 21/10/2026
- Franklin Maxado já foi pré-candidato a Presidente da República - 15/10/2026
- Conversa no MAP - 08/10/2026


