Zé Falcão não podia faltar ao debate na Tv. Subaé. Não vou me deter em mais explicações: era 1996 e Modezil Cerqueira lhe era dileto e prestativo.
Mas sabia que tinha uma desvantagem visual muito grande com um opositor de ar jovial, bem falante, impositivo, ex-Reitor de uma universidade.
Era segundo turno e o ex-prefeito precisava de uma estratégia cavilosa como foi a do Ovo da Ema que, pelo inusitado e sutileza crítica, foi a estrela do debate no rádio, mas ajustada à Tv. Não podia fazer piada.
Sozinho, na Chácara que possuia na BR-324, leu com atenção o formato do debate e decidiu.
Quando no debate, ele desprogramou o quadro deixando Josué Mello falando sozinho, as conexões do sistema da Globo foram afetadas e a turma da TV, de Modezil ao porteiro, “pirou”. Edson Borges, o mediador, cansou de apelar e advertir que tínhamos aceitado as regras. E Falcão impassível.
Quando voltei ao estúdio ele perguntou baixo, discretamente, mas sorrindo ao seu jeito:
“e a reação, e a reação do povo?”.
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