O chapéu-de-couro e o jaleco diferenciam o vaqueiro de cá da Feira daqueles de onde vim. O chapéu de Valdemar não era assim, nem o que o ex-prefeito de Mossoró usa. A foto é recente. Mas eu imagino a mesma cena naquele ano do século passado em que pisei aqui pela primeira vez.
O da Bahia tem costuras, abas longas e abauladas, dobradas lateralmente ou não e com textura diferentes. O couro tem visual incomum, quando novo fica eriçado como o pelo de novilha.
O chapéu tipo “bosta-de-gado” também existe por aqui, mas o que define a ancestralidade baiana é esse modelo que o homem usa nessa foto, em um dia comum no Largo da Igreja dos Remédios, um templo tombado pelo Patrimônio Histórico, no centro da cidade.
Quanto ao jaleco, foi uma descoberta total. Uma paixão. No sertão catingueiro do RN tem o guarda-peito (que aqui também existe), que alguns vaqueiros costumam usar na lida, na rua pouco, os marchantes gostavam quando estavam na ‘pedra do mercado’, mas não existe o jaleco.
Já disse a amigos de Mossoró, para raiva de uns e gáudio de outros: se Alysson, ex-prefeito de Mossoró, ganhar as eleições, domingo, vou levar de presente para ele, no fim do ano, um chapéu ou um jaleco baianos. Estou em dúvida qual peça. As duas ficam “pesadas” pra um jornalista.
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