O cordelista Franklin Maxado não só gosta de fazer cordéis com temas os mais variados, já fez mais de 500, mas também é apreciador de desafios, não somente de violeiros repentistas, mas da própria vida.
Tem muitas passagens desse poeta por aqui, São Paulo, Rio, todo o Brasil, que ele percorreu vendendo cordel nas feiras livres, mas para o momento d’agora serve essa:
em 1983, em plena ditadura militar, lançou-se pré-candidato a Presidente da República. Franklin morava no Rio de Janeiro, dedicado quase que inteiramente ao cordel. O aclamado poeta Carlos Drummond de Andrade, que era encantado pela cultura popular nordestina, dedicou a ele uma crônica inteira no Jornal do Brasil, o mais respeitado diário do país naquela época.
Agora o poeta cordelista é candidato a uma vaga na Academia Brasileira de Letras. A que surgiu com a morte do jornalista Zuenir Ventura. A eleição é dia 12 de novembro.
No páreo com Maxado estão, entre outros, Drauzio Varella. A parada é dura e nós aqui apenas torcemos, sem direito ao voto ou à cabala, mas confiantes. Bora, Maxado!
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