A última cidade que eu havia morado sem ser Mossoró antes de Feira de Santana havia sido o Recife. Era normal que essa rua tenha me chamado a atenção quando a conheci pela primeira vez naquele maio de 1978. Já havia a Euterpe, claro, no prédio da esquina funcionava uma agência do Banco Econômico e o Café Sao Paulo estava aí perto com seu burburinho constante e implacável. A Rua Recife era a única descida viável para o Centro de Abastecimento recém aberto. Não havia a Olímpio que há hoje. Era um beco estreito nem sempre transitável. Hoje a rua Recife está assim.
Há pessoas que moram em Feira de Santana e passam anos sem ir ao centro antigo da cidade, algumas repetindo velhos chavões degradantes sobre o centro. Isso é normal para uma cidade que expandiu-se ao ponto de permitir outros centros periféricos de convivência e consumo. Todas as zonas habitacionais da cidade, incluindo distritos, têm comércio pujante. Mas ao centro antigo converge a grande massa consumidora dos serviços e demandas existentes no Município. Fico pensativo quando ouço ou leio alguém falar em Centro Administrativo, Nova Estação Rodoviária e outras megalomanias do progressismo barato.
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