Monsenhor Galvão era gordo e havia o boato de que a gula o fazia colocar no bolso da batina doces e petiscos das recepções e festas a que comparecia como convidado ilustre que era. Na Casa Paroquial, ele refestelava-se. Apesar dessa bruma folclórica ao seu redor (haviam também o seu “passado cangaceiro” em Cícero Dantas e as suas, por vezes desconcertantes, opiniões e descobertas sobre a história da cidade…) o Vigário da Matriz tinha autoridade e influência na Feira. Embora diplomata, também confrontava o status quo: foi ele que à revelia de bispo, intelectuais e autoridades, colocou uma placa na lateral da Catedral Metropolitana de Senhora Santana, marcando o local onde teria sido sepultado os restos mortais de Lucas da Feira.
Últimos posts por Jânio Rêgo (exibir todos)
- Abrigo Predileto não tem 100 anos, é mais uma “culhuda” sobre a história da Feira - 02/05/2026
- Cadê Antônio Guimarães? - 22/04/2026
- O Samba da Praça do Tropeiro não pode parar (2) - 20/04/2026



