Zé de Alice é a discrição e a calma em pessoa. Chega silencioso, senta-se ali por perto do sanfoneiro Luizinho, calado, esboça um outro riso, modesto em tudo. Ninguém o vê bebendo, esteja o furdunço que estiver, ele está assim, calmo. Lá embaixo, com Bié, no bar de Dona Santinha, era a mesma coisa, de repente, ele estava na roda com uma guitarra, às vezes um cavaquinho, sempre cordas, com a mesma calma, impassível e certeiro nas notas musicais. É uma hora que o samba de sanfona dá um tempo para a dança de salão, pandeiros mais barulhentos silenciam e tambores marcam o pinicado das cordas. Dá gosto ouvir a serenidade de Zé de Alice.
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