No meio do almoço, conversas e comidas gostosas, de supetão, minha filha faz o convite pra irmos ao show de Matuê. Foi um bora automático e hilário, pois ambos cientes de que eu nem sequer sabia o quê ou quem era Matuê. Era como se eu a chamasse para uma cantoria de viola com Ivanildo Vilanova e Sebastião Laurentino na casa de João do Ouro. Ela teria que receber explicações, fazer consultas e ouvir cantorias. Talvez nem gostasse, ou apreciasse, pois o gostar é algo mais comprometido que apreciar. Eu gostei do Matuê e sua origem cearenses melhor ainda. Se puxar o fio do entendimento, ele foi influenciado pelos violeiros,os verdadeiros funkeiros, trappers de uma era que não se acaba, mas entra na outra e se mistura. Assim na música, assim na vida.
Dia 5 de dezembro, Festival de Violeiros de Feira, no Cuca, e Matuê, no Ária Hall.
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