De vez em quando aparece no Mercado de Arte para dois dedos de prosa com Jurivaldo, um que viajou com ele, Nael, José Correia dos Santos. Morava no Najé. Era dono de um jeep e com ele fazia a lotação para outros camelôs e propagandistas, ambulantes que moravam em Feira e “faziam as feiras” em diversas cidades vizinhas.
Chupeta, João do Pote, Cianinha , Penicilina, Treme-Treme, os nomes vão surgindo em meio a conversas que misturam presente e o passado. João do Pote vive, tem um prédio perto da Rádio Povo. Penicilina já foi. Numa feira encontrou Luiz Gonzaga, na outra foram expulsos pelo Prefeito, naquela o dono da farmácia deu queixa de charlatanismo. A venda de xaropes é uma grande saudade de Jurivaldo.
Até há poucos dias Nael ainda negociava com roupas que ia comprar em Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco, viagem cansativa até pra jovem, e Nael já tem mais de 90 anos. Não está na lista oficial dos ilustres feirenses, mas é um deles.
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