Já discutimos neste espaço os grandes avanços que Salvador experimentou, ao longo dos últimos anos, em relação ao transporte público e à mobilidade urbana. Recentemente, a capital ganhou um sistema metroviário que une os extremos da cidade, houve a implantação do BRT e de novos terminais de ônibus, novas avenidas foram abertas facilitando deslocamentos entre as mais diversas regiões e o VLT está em fase de implantação no subúrbio.
As intervenções são da prefeitura e do governo estadual, que não atuaram em parceria, – são grupos políticos distintos – mas asseguraram um salto à capital em relação à mobilidade e ao transporte público. Uma das realizações mais recentes foi a conclusão da nova rodoviária, em Águas Claras, na saída de Salvador, interligada ao metrô, ao BRT e a um terminal de ônibus. Em breve, estará conectada também ao VLT.
Estas grandes intervenções foram fundamentais para Salvador, que enfrentava um cenário caótico em relação à mobilidade até a segunda metade da década passada. Mas é necessário também um olhar para a mobilidade no interior, particularmente para a Feira de Santana, que é a segunda maior cidade baiana. Por aqui, não chegou nada do boom modernizador que beneficiou a capital.
Tudo bem que, em andamento, encontra-se a duplicação do trecho norte do Anel de Contorno. Tudo bem também que, finalmente, houve a duplicação do trecho Norte da BR 116, que favoreceu a mobilidade até dentro da Feira de Santana, com novas pistas e viadutos. Vá lá que as obras, em parte, beneficiam a população local, penalizada com eternos engarrafamentos no Contorno.
Mas, mesmo assim, a Princesa do Sertão segue carente de intervenções que melhorem, diretamente, a mobilidade e o transporte no município. Isso impacta, mais objetivamente, a qualidade de vida de toda a população. Sendo assim, é bom saber o que pensam os candidatos a governador nesta seara para a Feira de Santana. Se não pensam nada, seria bom encaminhar solicitações, reivindicar. Quem sabe se extrai, daí, algum compromisso.
Nas últimas décadas o enorme impulso dado à construção civil dotou a Feira de Santana de novos bairros em áreas de expansão, sempre nos limites da cidade. Estas intervenções não vieram acompanhadas do necessário planejamento urbano. Há crônicas necessidades tanto no transporte público – de qualidade sofrível – quanto na mobilidade. Viver nesses locais consome preciosos minutos diários em engarrafamentos.
Em suma, fica aí lançada a sugestão para quem pode vocalizar as demandas nesta área aos candidatos a governador. Como referência, há o precedente de Salvador, que evoluiu muito nos últimos anos…
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