A ema gemeu. Na bandeira criada por Câmara Cascudo não há a Ema como símbolo do Rio Grande do Norte. Mas no brasão e símbolos feitos pelos holandeses havia a figura da ave corredora, ligeira,representando a agilidade dos indígenas tapuios, dos quais eram aliados, e com a imagem homenagearam o cacique Janduí de quem exaltavam a esperteza e sagacidade. Depois os portugueses moveram uma guerra genocida contra os tapuios, foram apagados da história e, recentemente, mais demonizados pela Igreja Católica que santificou “mártires” “vítimas” da “selvageria” tapuia.
Mas, naturalmente, eu não ia com esses pensamentos trágicos, elaborados nesse parágrafo acima, quando entrei no restaurante do Estacionamento. Ia era com muita fome, apenas.
Renato, o garçom, gritou: “Cadeirão!”, o churrasqueiro ecoou em tom maior, “Caldeira!”, eu respondi um grunhido qualquer na mesma letra e harmonia da música e fui em busca de uma mesa. Lá no canto, Cassiano da Lagoa Grande acenava, quilombola insistente, fui lá sentar com ele. E por ele apresentado a este fotografado, Zé Curuca chegando depois. – Lourenço Cundes Ferreira, presidente do Codema, Centro Comunitário do Ovo da Ema, muito prazer.
(O Ovo da Ema, se há alguém por aqui que ainda não sabe, é uma localidade rural, uma das muitas existentes no território do distrito de Maria Quitéria, cuja sede é o povoado de São José das Itapororocas e em torno dela há um “folclore político” ocorrido na eleição municipal de Feira, há 30 anos, 1996)
- Zé Curuca e Lourenço do Ovo da Ema - 02/07/2026
- Feira das ruas - 01/07/2026
- Plantio de 300 mudas de árvores pode fazer da Presidente Dutra uma “nova avenida Getúlio Vargas” - 17/06/2026




