As eleições semana passada no Brasil com uma vigorosa virada de Lula, a vergonhosa fuga de Flávio Bolsonaro após o pleito, as especulações sobre o ministério da próxima gestão, os debates sobre as elevadas taxas de juros no Brasil, o retumbante fracasso de Donald Trump nas eleições nos Estados Unidos, muita coisa que está na agenda do dia pode render textos caudalosos e atualíssimos. Temperando-os com a polarização que não sai das pessoas, então, tornam-se altamente atrativos.
Mas vou começar, aqui, com uma notícia esportiva pouco divulgada: o Bahia já assegurou, pela terceira temporada consecutiva, participação em uma competição internacional. No momento, a Copa Sul-Americana é certeza, mas nas cinco rodadas restantes do Campeonato Brasileiro a equipe pode garantir vaga na Copa Libertadores.
No momento, o Bahia tem 46,7% de chances de figurar na próxima edição da Libertadores. Para a Sul-Americana as chances são maiores: 53,3% de probabilidade. Somando os percentuais, chega-se aos 100% de chances de estar em uma das competições. Os cálculos são do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG.
Com os atuais 53 pontos que exibe na tabela, o Bahia está assegurado na Sul-Americana, segundo a mesma UFMG. Garantir vaga na Libertadores, porém, exige um esforço bem maior: São necessários 63 pontos para ter 99,2% de chances. Com os mesmos 60 pontos do ano passando, a probabilidade cai para 72,4%.
Boa parte dos influencers e dos seguidores dos influencers preferem atacar o trabalho do técnico Rogério Ceni, do Departamento de Futebol do clube, os jogadores que são escolhidos como bola da vez e tornam-se alvos de contínuos impropérios. Elogio, como se sabe, não dá ibope nos ambientes digitais contaminados pelo ódio e pelo nefasto vício em apostas.
Aliás, até julgo que o ímpeto da turma caiu um pouco nas últimas semanas. É claro que trata-se apenas de uma sensação, algo muito subjetivo. Mas atribuo essa precária trégua à proibição das apostas esportivas no Brasil. Afinal, muitos torcedores jogavam dinheiro fora para bancar a vida nababesca dos donos das bets, mas direcionavam seu ódio e frustração para jogadores e técnicos. Os barões das apostas passavam – e passam – incólumes.
Mas nada garante que, mais à frente, a bets não retornem. Boa parte dos clubes, da imprensa, além dos próprios barões da jogatina pressionam pelo retorno. E a prorrogação sobre a decisão segue rolando no Supremo Tribunal Federal…
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