Prefeitura de Feira baixa impostos para empresas de ônibus

O governo municipal de Feira de Santana aprovou esta semana na Câmara de Vereadores, lei que reduz 60% do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) das empresas que fazem o “serviço público de transporte regular coletivo prestado exclusivamente por ônibus”.

A alíquota cai de 5% para 2%, mas somente a partir de janeiro do próximo ano. A concessão em vigor no transporte de passageiros por ônibus em Feira de Santana se encerra em fevereiro, após 10 anos.

Teoricamente a redução implicaria em uma renúncia fiscal próxima de R$ 1 milhão por ano, de acordo com o secretário da Fazenda, Expedito Eloy. Teoricamente, porque na prática, o governo não está recebendo. Segundo ele as empresas Princesinha e 18 de setembro não pagam, nem quando cobradas judicialmente.

A novidade pode também favorecer a participação de um maior número de empresas na licitação que será feita para o transporte coletivo no próximo ano.

Segundo Expedito, o valor de 2% foi definido após uma pesquisa de alíquotas em diversas cidades no país, onde se constatou inclusive que em Belo Horizonte, uma das principais capitais do país, a alíquota é zero.

Informações do jornal Tribuna Feirense (clique aqui)

O Balé ‘Lucas da Feira’, da Earte, vai fazer 30 anos que foi exibido

lucas-da-feiraNo próximo ano completa 30 anos da exibição pública em Feira de Santana, do espetáculo ‘Balé Lucas da Feira’ idealizado e produzido pela Escola de Dança Earte.

O espetáculo tinha no elenco e ficha técnica nomes já então reconhecidos no meio artístico, como por exemplo o professor e ator Antonio Godi (filme O Jardim das Folhas Sagradas), o maestro e compositor Carlos Pitta e a bailarina Avani Vaz.

Na abertura do Balé um cego em um feira nordestina começava a cantar, acompanhado de uma viola, o famoso ‘ABC de Lucas da Feira’. O ‘cego’ era o maestro e compositor Tonho Dionorina.

Em 1985 era o advogado José Falcão da Silva (+1997) o Prefeito de Feira de Santana.

Neste mês completa 1 ano da prisão do líder pacifista Clóvis Nunes

Completa no próximo dia 28, um ano da prisão do líder pacifista, idealizador e criador da Passeata Paz Pela Paz’ , o baiano de Feira de Santana, Clovis Nunes.

Clóvis foi preso em Fortaleza, numa operação da Polícia Federal envolvendo programa nacional de Desarmamento do qual Clovis foi também um dos organizadores junto ao Governo Federal.

‘Caminhada da Consciência Negra’ em Feira sai da Matriz neste sábado

Dando prosseguimento às comemorações do ‘Novembro Negro’ em Feira de Santana uma caminhada está marcada para este sábado, saindo às 10 horas da praça da Matriz em direção à Prefeitura.

Música, moda, capoeira, artesanato e muito samba-de-roda é o que promete a ‘Caminhada da Consciência Negra’ que vai agregar entidades e instituições de Feira e municípios da região.

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Lucas da Feira não é visto como quilombola. Até quando?

Núncio Apostólico chega em Feira e celebra missa à noite no Jomafa

nuncioO representante do papa Francisco no Brasil, o Núncio Apóstolico Dom Giovanni D’Aniello, chega nesta sexta-feira (21), à tarde, em Feira de Santana e já à noite, às 19:30h, participa de uma missa na igreja Cristo Redentor no bairro do Jomafa.

No sábado pela manhã, 8 h, o Núncio concede uma coletiva à imprensa na sala de vídeo-conferência da CDL de Feira.

Na programação divulgada pela Arquidiocese o Núncio permanece em Feira de Santana até a manhã do dia 23. Não foi divulgado onde o Núncio será hospedado.

Veja a programação completa clique aqui.

Lucas da Feira não é visto como um ‘quilombola’. Até quando?

lucas da feira

Foi uma das mais famosas e primeiras sociólogas do país,  Maria Isaura Pereira de Queiroz, que em um estudo sobre o Cangaço nordestino apontou  Lucas da Feira como o precursor, em 1828, deste tipo de banditismo que se estendeu pelo Nordeste até o século passado.

Esse enquadramento de Lucas Evangelista na tipologia do ‘Cangaceiro’ desfocou o olhar dos pesquisadores e analistas modernos do aspecto ‘quilombola’ na vida do escravo fugido da fazenda ‘Saco do Limão’ e suas estripulias entre o Sertão e o Recôncavo baianos durante cerca de 40 anos.

Os indícios de que diversas comunidades de escravos fugidos da região, os quilombos,  eram custeados pelos ‘roubos’ de Lucas e seu bando  estão na oralidade popular, no reconhecimento oficial dessas comunidades, como o distrito de Matinha, assim como  em  insinuações feitas por escritores e pesquisadores mais recentes e até no próprio livro  ‘Lucas, o Demônio Negro’, o mais antigo e pródigo na descrição de fatos do escravo fugido.

Mas  Lucas nunca conseguiu o status de quilombola. E num dia como o de hoje, da Consciência Negra, quem ‘reina’ na Terra de Lucas é Zumbi dos Palmares. Até quando?

Dom Itamar Vian escreve sobre Racismo:

Vivemos em um momento midiático, diferente daquele em que nossos avós,  pais e Zumbi dos Palmares viveram. Também temos consciência que a imprensa é responsável pela informação que produz, edita e distribui; e da importância disso para o desenvolvimento da sociedade. Uma sociedade sem informação é uma sociedade estéril.

GRAÇAS às novas tecnologias, ao advento das redes sociais na internet, à inclusão digital, ao acesso facilitado à informação, passamos de expectadores a produtores de conteúdos. Saímos da invisibilidade.

NESTE cenário, recentemente, uma jovem assistindo a um jogo de futebol em um estádio, passou de torcedora invisível a “personalidade” culpada por um ato de racismo. Uma imagem de segundos, captada por um dispositivo móvel e distribuída em redes sociais, multiplicou-se aos milhares e, por si só, condenou tal jovem, que virou “bode expiatório”.

A PERGUNTA é: quem errou? Aquela que cometeu um ato de racismo ou os que buscam incessantemente encontrar culpados para questões coletivas mal resolvidas? Personificar um ato isolado de discriminação não isenta a sociedade da responsabilidade por manifestações racistas em toda parte.  Erramos  todos! Esta na hora de aprendermos com nossos erros.

TUDO o que publicamos ganha interpretações diversas. A verdade pode ser única, mas tem muitas formas de ser escrita, fotografada ou filmada; e variadas formas de ser compreendida. Portanto, cuidemos o que publicamos. Isso vale para nós, para a imprensa e para o cidadão, novo produtor de informação. Racismo não se vence com incitamento público ao linchamento moral, mesmo que midiático, tampouco com violência brutal. Temos leis.

O PAPA João Paulo II, na sua visita ao Brasil, em 1997 disse: “Estes brasileiros de origem africana, merecem, tem direito e podem, com razão pedir e esperar o máximo respeito aos traços fundamentais da sua cultura”. Respeito aos afro-americanos é um desafio que nos interpela para viver o verdadeiro amor a Deus e ao próximo. E até que não tomemos todos consciência de que nós, seres humanos de todas as raças, somos iguais em direitos, deveres, e dignidade, celebremos o Dia da Consciência Negra.

Itamar Vian – Arcebispo Metropolitano
di.vianfs@ig.com.b