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Laila Geovana Beirão
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Daniel Rego

O casal passou examinando as cercanias da rua silenciosa da Queimadinha. Investigava, parecia à procura de alguma coisa. Estava, de fato: pouco depois entrou num terreno baldio e, instantes depois, retornou com uma braçada de freixos, pequenas hastes de madeira, alguns pedaços de compensado, que se decompunham. A mulher – resoluta e enérgica – conduzia

O centro feirense na manhã de sábado

Manhã e de sol e, no ar, aquele entusiasmo dos sábados da Feira e de feira. A prolongada pandemia diluiu esse sentimento que, aos poucos, vai sendo resgatado. No Novo Centro – as obras avançam – já há mais gente para lá e para cá, em pernadas incessantes. Homens, mulheres, idosas, meninos, gordos e magras,

Poente sem nuvens é a boa notícia do dia

Depois de muito tempo, vi hoje (29) um soberbo pôr-do-sol, esbraseado e incandescente, típico da Feira de Santana nos meses mais quentes. Durante seis meses apenas intuí crepúsculos nos escassos dias de céu limpo. É que, na sua incessante viagem pelo céu, o sol se põe detrás de um prédio durante o outono e o
– Vocês estão com saudade do tempo da roubalheira, do comunismo! A frase por si já dizia muito, mas qualquer um percebia logo que o homem era patriota. Camiseta amarela da Seleção Brasileira, calça preta vincada, puída, sapatos bico-fino, gastos pelo uso. Dirigia-se a uns três interlocutores naquela quina da Praça Froes da Mota que

Fugindo para o futuro

Lembro que, há dois anos, as propagandas para o Natal que se avizinhava começaram logo no início de outubro. Pelas mídias sociais e pelas ruas notava gente reclamando, desejando que o ano – 2019 não foi visto como muito auspicioso por bastante gente – acabasse logo e, junto com ele, findasse a sucessão de dissabores
Matar a Feirinha da Marechal e tudo que lembre uma feira-livre nas ruas de Feira de Santana é uma obsessão primária da ignorância crônica do feirense de todas as classes, baixa, média, das elites políticas, intelectuais e comerciais (menos os ricos, porque  ricos, ricos mesmo, de fato e grana, aqui são poucos, se é que

A retomada da rotina no pós-pandemia

Aqueles entardeceres cinematográficos estão de volta e sinalizam para a chegada da primavera aqui na Feira de Santana. Outros sinais também são visíveis: o calor crescente – mesmo que à noite a temperatura caia um pouco – as flores desabrochando, os pássaros se reproduzindo, a alvorada que encurta as madrugadas. Oficialmente, a estação começa apenas
Quando o coração pode falar, não há necessidade de preparar o discurso. A citação é de Gotthold Ephraim Lessing, poeta, dramaturgo, filósofo e crítico de arte alemão, considerado um dos maiores representantes do Iluminismo, defensor do livre pensamento e da tolerância religiosa. Não foi à toa que suas teorias influenciaram o desenvolvimento da Literatura Alemã

A Feira que se deseja para 2033

Daqui a doze anos a Feira de Santana completa 200 anos de emancipação. Isto lá em 2033. Estas datas redondas costumam render homenagens, festas, celebrações e, às vezes, acalorados debates e alguma reflexão. Mas, por enquanto, neste 2021, o município completa o seu 188º aniversário. Não é data redonda, mas devia despertar discussões sobre o

O centro vai ficar novo, mas sem alma

Percorri algumas ruas do centro da Feira de Santana e testemunhei a evolução das obras do Novo Centro, que vai ganhando formatação definitiva. Calçadas largas, atraentes para o pedestre, mais confortáveis. Vai ficar tudo muito bonito. Mas, sem o tradicional comércio de rua que faz a fama da Princesa do Sertão, tudo ficará sem alma.
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