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Laila Geovana Beirão
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Daniel Rego

Sempre ouço, lá fora, o carro do ovo passando. Uma voz rascante anuncia 30 ovos por dez reais. Um alto-falante, daqueles de camelô de feira-livre, amplifica a voz. Às vezes, chego à janela para examinar o veículo. É um automóvel antigo – cuja pintura no teto está manchada –, abarrotado de placas de ovos. Imagino

Afinal, o que é a democracia?

No Brasil da pandemia, todos são a favor da democracia, exceto aqueles que não são. Pois hoje me arrisco a comentar um dos conceitos mais difíceis do vocabulário político moderno, correndo o risco de incorrer em imprecisões ou mesmo de esbarrar na falta de um doutorado na evolução do conceito do grego koiné ao português
De repente nos tornamos especialistas em pandemia. É parecido com o que ocorre, por exemplo, em copa do mundo, onde há técnicos de futebol em cada esquina. Há os que analisam os números de infectados, mortos, hospitalizados,  as taxas de transmissão, os níveis de isolamento, como verdadeiros estatísticos. Outros, se especializaram na extensa farmacopeia, receitando

A crônica da farinha de mandioca

Pão-de-pobre. Esse é apenas um dos nomes – e o mais pejorativo – da prosaica farinha de mandioca. Durante séculos ela foi a base da alimentação no Brasil Setentrional. Desde a década de 1970 o consumo vem em declínio. E, a partir do começo do século, a substituição por outros produtos se acentuou na dieta

É São João, apesar da pandemia

Inverno começou com chuva aqui na Feira de Santana. O sol pouco apareceu desde sábado e, quando o fez, estava sempre cercado de nuvens. O costumeiro tem sido as nuvens plúmbeas e cor de aço rolando pelo céu da cidade. Sob elas, uma luz pálida, cinematográfica. Às vezes – sobretudo à noite – a garoa
Leio  sites, vejo  lives, ouço reflexões sobre a pandemia e fico com a impressão que quando eu sair  e caminhar pela estrada da Matinha o mundo já não será o mesmo, e tudo, gente e coisas, estarão tão modificados que não me reconhecerei como morador da Feira de Santana que eu conheço, mas de algum
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Mês que vem completo 25 anos no jornalismo. Faz tempo: cheguei à redação do extinto Feira Hoje em busca de uma oportunidade como revisor. Tornei-me repórter. O jornal integrava o Sistema Nordeste de Comunicação, uma cadeia de jornais e emissoras de rádio e tevê. Naquela época, o Feira Hoje funcionava ali no Mar da Tranquilidade,

Um cafezinho pra João Libério

No auge da movimentação política que desaguou nesse esparro em que o Brasil está metido, a polêmica nas mesas do dom café, no boulevard, alcançava temperaturas altíssimas. João Libério era um dos que contribuía com o clima fervente das discussões. Fluente, bem informado, era a voz mais indignada da corrente do conservadorismo que, óbvio, era
Lembro bem do furor moralista, das disposições messiânicas, do afã redentor de parte dos eleitores de Jair Bolsonaro, o “mito”, em 2018. Passadas as eleições e consumada a funesta vitória, muitos se converteram em implacáveis acólitos, foram encorpar as matilhas digitais que se dedicaram a fustigar a imprensa ou qualquer voz discordante desde 2019. Brandiam

A história dos motéis na Feira de Santana

Um amigo muito mais feirense que eu me diz ter  sido o ‘Jóia’ e um que funcionava no posto Shell na pracinha do cemitério, os primeiros motéis da Feira de Santana. Não busquei fontes primárias nessa minha pesquisa.  Na pracinha do cemitério que ele fala,  ainda alcancei um bar que servia  ‘carne assada’. Não exatamente
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