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Daniel Rego

Feirense de umbigo enterrado

Minha terra não é moça, minha terra é menino, que atira badogue, que mata mocó, que arma arapuca e sabe aboiar” (Eurico Alves Boaventura) “ A carreta de Oscar grande como a rua” Cine Íris e a certeza de ter nascido antes” (Iderval Miranda) “Você pode, em Feira, recitar versos logo de manhã e não

Praça do Nordestino em Feira de Santana

O que toda a Feira de Santana chama de Praça do Nordestino nos cartórios chama-se Dom Pedro II mas  chamava-se antigamente Campo da Gameleira e foi o local do enforcamento de Lucas Evangelista sentenciado pela Justiça daquele tempo da escravidão. Cumpra-se a pena de morte e os carrascos cumpriram. Exatamente em 25 de setembro de

Os carcarás singrando o céu da Feira

Às vezes chego à janela e me deparo com um carcará pousado no topo do prédio que fica defronte. É uma ave soberba, imponente, altaneira. Aprecio-o mais nos finais de tarde – com a primavera, já avisto daqui o sol de pondo, espalhando uma mancha vívida, esbraseada, lá para os lados de Jaguara – quando
O Grupo de Trabalho (GT) Multidisciplinar Conflitos Socioambientais, do qual faço parte, é um grupo composto por professores, estudantes e técnicos administrativos de diversas especialidades e Instituições Públicas de Ensino, como a UEFS, o IFBA e a UFRB, e também por representantes quilombolas e da zona rural do Território Portal do Sertão. O GT foi

Ato une camelôs e professores no centro da Feira

O centro da Feira de Santana foi palco hoje (22) de um protesto ímpar que uniu duas categorias com demandas bem diferentes: os professores da rede municipal, com seus salários cortados, e os camelôs e os ambulantes que estão para ser relocados para o shopping popular construído ali do lado do maltratado Centro de Abastecimento.
Um espectro sentou à mesa do pobre, tem duas pernas pontiagudas que ferem e podem ferir de morte, a fome: enquanto a inflação oficial, medida pelo IPCA, está dentro da meta, estabelecida pelos donos do Brasil, a inflação de alimentos bateu em 8,83%, um índice que se torna maior do que o aumento do salário

“…porém com todo defeito, te carrego no meu peito”

Cheguei a Feira de Santana em 1969. Naquele ano, pela primeira vez, o homem pisava na lua. Fato deveras impactante para o mundo e que levou Gilberto Gil em uma decepção poética a profetizar “… é chegada a hora de escrever e cantar talvez as derradeiras noites de luar”. Contrariando a licença poética de Gil,
A placa branca anuncia o suco a 6 reais: abacaxi, laranja, goiaba. Mas o sabor regional está é nos sucos de murici, bacuri, graviola, cupuaçu. A letra trêmula, rabiscada com pincel atômico, também anuncia tamarindo, cajá, maracujá. Logo do lado, o título “cardápio” se anuncia numa letra verde, ondulada, noutra tabuleta. Nela – os pratos

Márcio Punk e a saga dos vaqueiros da Feira

A placa é um exemplo em bronze de um estilo político: registra a presença do senador Antônio Carlos Magalhães (ACM), ‘Presidente do Congresso’ e omite o nome do Prefeito Municipal, na época Clailton Mascarenhas, que estava há pouco mais de um ano no cargo sucedendo o falecido prefeito José Falcão da Silva, eleito em 1996,

Feira ferve com remoção de camelôs do centro

Expirou ontem (15) o prazo dado pela prefeitura para os camelôs que trabalham nas ruas centrais da Feira de Santana se mudarem para o festejado shopping popular, erguido ali na área do maltratado Centro de Abastecimento. Mas, hoje, ninguém fez a mudança: estava todo mundo lá no calçadão da Sales Barbosa, na avenida Senhor dos
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