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Daniel Rego

A gripe espanhola na Feira há 100 anos

Pouco mais de cem anos depois de a Feira de Santana ter enfrentado a temível epidemia de gripe espanhola – que contaminou 500 milhões e matou 50 milhões de pessoas mundo afora, logo após a Primeira Guerra Mundial –, o município – e o planeta – se veem às voltas com a pandemia do novo

No Brasil, a vida não vale nada

Antigamente uma parte dos brasileiros cultivava a ilusão de que a vida das pessoas chamadas “de bem” – na média, a classe média branca – tinha importância. A banalização da morte – sobretudo aquela promovida pelo Estado, por meio de suas polícias – alcançava apenas a estigmatizada bandidagem e aqueles infelizes que, por azar, são

O paradoxo nacionalista em tempos de pandemia

Replico, abaixo, um excerto do texto originalmente publicado no terceiro número de Petrel – Boletim de Conjuntura há cerca de uma semana. Tempos excepcionais, como o que vivemos, tornam mais explícitas as contradições às quais nos acostumamos apenas por virtude de sua persistência. A mais recente fase da modernidade tardia, desde a queda do socialismo
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Saudade da segunda-feira

Quando vim pra Bahia a “segunda-feira em Feira de Santana”  já não era mais a que Tom Zé cantou e nem aquela que atraiu Sartre e Simone de Beauvoir. Aliás, eu nem sequer sabia que eles haviam estado aqui e pouco sabia sobre Feira a não ser que era a terra de Chico Pinto e
Ouço, lá fora, o espocar constante dos fogos. Na janela, sinto aquele cheiro característico de fumaça, comum nas inesquecíveis noites de São João. Daqui não vejo nenhuma fogueira, mas noto a atmosfera, às vezes, esfumaçada. Na véspera, no sábado à noite (23), também se ouviu o espocar esporádico de fogos. Estouravam distantes e, logo depois,
Semana que vem será de feriados antecipados aqui na Feira de Santana. É para manter a população em casa, tentando frear a expansão do Covid-19 no município. A medida foi anunciada pelo governador Rui Costa (PT), à tarde. Só serão autorizadas atividades essenciais – supermercados, farmácias, postos de combustíveis – e o “feriadão” começa na

O abraço do vereador Luiz da Feira

Luiz da Feira se destaca principalmente pela espontaneidade com que se comporta no mandato de vereador. Efusivo, argumentador, carrega  de maneira natural o perfil do vendedor de rua,  ambulante, do feirante, camelô. Reclama-se muito em Feira de Santana da Câmara de Vereadores. Na imprensa, nas redes, nos becos e trechos. A política e o político

O falso dilema entre economia e saúde

A pandemia do novo coronavírus, que assola o mundo nos dias atuais, levantou diversas discussões – entre elas, a relação entre economia e saúde, bem como qual delas deve ser prioridade nesta crise, em termos de política pública. Modelos teóricos de economia incluem a saúde como componente do capital humano – essa determina a produtividade

Tarde de garoa prateada na Feira

A garoa começou a se desprendeu das nuvens, macia, no meio da tarde. Uma névoa prateada envolveu o casario feirense e diluiu os espigões que se espicham, portentosos, nas cercanias do centro da cidade. Às vezes, a chuva tímida se encorpava. E o vento fustigava-a contra os raros passantes nas ruas desertas, açoitando-os no rosto,

Entre costuras e bordados na quarentena

Sempre fui péssima em trabalhos manuais. Quando estudante no ensino médio, volta e meia a professora de Artes, a estimada “Paquinha” – quem lembra? – me alfinetava por não fazer direito uma bainha aberta, pregar um botão, fazer um bordado em ponto cruz ou ponto cheio. Minha mãe era excelente em costura e bordado, pena
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