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Laila Geovana Beirão
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O mês de abril foi catastrófico para o mercado de trabalho na Feira de Santana. Aliás, não só por aqui: o país e boa parte do planeta penam sob os efeitos da pandemia do novo coronavírus. No saldo, foram extintos exatos 2.230 postos formais de trabalho no município. As assombrosas 3.376 demissões foram só parcialmente
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A gripe espanhola na Feira há 100 anos

Pouco mais de cem anos depois de a Feira de Santana ter enfrentado a temível epidemia de gripe espanhola – que contaminou 500 milhões e matou 50 milhões de pessoas mundo afora, logo após a Primeira Guerra Mundial –, o município – e o planeta – se veem às voltas com a pandemia do novo

No Brasil, a vida não vale nada

Antigamente uma parte dos brasileiros cultivava a ilusão de que a vida das pessoas chamadas “de bem” – na média, a classe média branca – tinha importância. A banalização da morte – sobretudo aquela promovida pelo Estado, por meio de suas polícias – alcançava apenas a estigmatizada bandidagem e aqueles infelizes que, por azar, são

O paradoxo nacionalista em tempos de pandemia

Replico, abaixo, um excerto do texto originalmente publicado no terceiro número de Petrel – Boletim de Conjuntura há cerca de uma semana. Tempos excepcionais, como o que vivemos, tornam mais explícitas as contradições às quais nos acostumamos apenas por virtude de sua persistência. A mais recente fase da modernidade tardia, desde a queda do socialismo
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Saudade da segunda-feira

Quando vim pra Bahia a “segunda-feira em Feira de Santana”  já não era mais a que Tom Zé cantou e nem aquela que atraiu Sartre e Simone de Beauvoir. Aliás, eu nem sequer sabia que eles haviam estado aqui e pouco sabia sobre Feira a não ser que era a terra de Chico Pinto e
Ouço, lá fora, o espocar constante dos fogos. Na janela, sinto aquele cheiro característico de fumaça, comum nas inesquecíveis noites de São João. Daqui não vejo nenhuma fogueira, mas noto a atmosfera, às vezes, esfumaçada. Na véspera, no sábado à noite (23), também se ouviu o espocar esporádico de fogos. Estouravam distantes e, logo depois,
Semana que vem será de feriados antecipados aqui na Feira de Santana. É para manter a população em casa, tentando frear a expansão do Covid-19 no município. A medida foi anunciada pelo governador Rui Costa (PT), à tarde. Só serão autorizadas atividades essenciais – supermercados, farmácias, postos de combustíveis – e o “feriadão” começa na

O abraço do vereador Luiz da Feira

Luiz da Feira se destaca principalmente pela espontaneidade com que se comporta no mandato de vereador. Efusivo, argumentador, carrega  de maneira natural o perfil do vendedor de rua,  ambulante, do feirante, camelô. Reclama-se muito em Feira de Santana da Câmara de Vereadores. Na imprensa, nas redes, nos becos e trechos. A política e o político

O falso dilema entre economia e saúde

A pandemia do novo coronavírus, que assola o mundo nos dias atuais, levantou diversas discussões – entre elas, a relação entre economia e saúde, bem como qual delas deve ser prioridade nesta crise, em termos de política pública. Modelos teóricos de economia incluem a saúde como componente do capital humano – essa determina a produtividade

Tarde de garoa prateada na Feira

A garoa começou a se desprendeu das nuvens, macia, no meio da tarde. Uma névoa prateada envolveu o casario feirense e diluiu os espigões que se espicham, portentosos, nas cercanias do centro da cidade. Às vezes, a chuva tímida se encorpava. E o vento fustigava-a contra os raros passantes nas ruas desertas, açoitando-os no rosto,
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