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Daniel Rego

Populus, meu cão

Bolsonaro reina, mas não governa. Para além da república tuiteira do Bolsolavistão, o Presidente tornou-se uma persona non grata no governo que encabeça. A história deu a ele a maior (e quiçá única) oportunidade de emular um governante, mas preferiu reincidir nos desvarios destrambelhados de sua prole. Ao fundar a “escola” desvairista, Mário de Andrade

O Brasil ajoelhado em jejum

Foi dantesca a cena de Jair Bolsonaro, o “mito”, ajoelhado ontem em Brasília. Antes, o “messias” encarou, estoico, um suposto jejum. Segundo ele e os mercadores da fé que o secundam, todo o sacrifício foi para que Deus – o provedor eterno – afaste o coronavírus destes tristes trópicos. O mundo civilizado enfrenta a pandemia
O padre Renato Galvão fez história em Feira de Santana. Aqui cheguei aos 6 dias de junho de 1965, a convite do primeiro bispo da Diocese de Feira de Santana. Deixava o sertão onde vivera por muitos anos seguidos e devia assimilar costumes e até a pastoral de uma grande cidade, disse em  artigo publicado
O sábado à tarde serve para se afogar as ansiedades e tensões do cotidiano. Muita gente, que trabalha pela manhã, arremata a jornada em ruidosas confraternizações com colegas de trabalho. É na mesa do bar – entre generosos goles de cerveja – que se resenha, ruidosamente, o passado; se descortina o futuro com olhos sonhadores;
Aqui da janela é possível ver, à distância, o declive que conduz ao rio Jacuípe e à BR 116 Sul. Ontem (03), o sol radioso – manhãs e tardes de abril são de uma luminosidade festiva aqui na Feira de Santana – e o céu claro permitiam ver as colinas suaves, verdejantes depois dos meses
Quando os historiadores do futuro se debruçarem para tentar entender o Brasil da pandemia do novo coronavírus, eles terão nas fervilhantes mídias sociais excepcional matéria-prima. No Facebook – temível cemitério de ideias e de qualquer sensatez – o conteúdo é farto e mais acessível. No Whastsapp também, mas é necessário conectar-se em rede com a

fraternidade

a generosidade,amigo/é milho/que não pendoa/e nem dá pipoca. o diferente/amanhã/que pensas vir/de fato virá/no sabugo deste milharal. e dele/e nele/a incrua pipoca/da fraternidade.
Pululam, em inúmeros sites, notícias sobre a redução temporária de salário de vereadores Brasil afora. Na Bahia, algumas câmaras municipais abraçaram a iniciativa. A medida tem um quê de pragmatismo – afinal, as eleições acontecem em meados do ano –, mas desperta indiscutível simpatia junto à população. A proposta é desdobramento da terrível pandemia do

Coreto

Sempre volto pra te rever, e nesses dias de reencontro te reverencio com saudações encantadas na memória… O som filarmônico centenário, o riso das crianças, as campanhas políticas, os mendigos sonolentos e os namorados apaixonados, sentados em seus batentes. Revela-me rebuliços: é um sentir-se (in) completo, diante da inútil ilusão de achar que algo nos

A literatura como antídoto ao isolamento

É necessário reconhecer que o isolamento social imposto pela epidemia de coronavírus oferece algumas – poucas – vantagens. Uma delas é a reaproximação – para quem aprecia os bons livros – da literatura. Na rotina normal é necessário esforço para manter os vínculos com os grandes autores: o trabalho, o trânsito, o convívio social, as
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