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Kareen Mendes

Jolivaldo Freitas

Somos todos Xuxas

Não peço que deixemos a Xuxa de lado nessa discussão. Porque não precisa jogar pra lado nenhum aquilo que nunca teve posição relevante. Pra mim, ela nunca teve qualquer significado, a não ser a de uma mulher branka e milionária, forçando sorriso, vendendo simpatia e falando como uma débil mental, na fantasia perversa de um
– Eu vou votar em Bolsonaro é para f… a p… toda logo de uma vez! Ouvi a declaração pouco antes das eleições de 2018. Mais adiante, quando a pandemia arrefecer, pretendo parabenizar o autor da frase, já que não o vejo há tempos. É inegável que suas aspirações foram plenamente atendidas: o Brasil naufraga,
Um momento de muita emoção e de muitos significados. Recebi hoje a primeira dose da vacina contra o coronavírus, respeitando o momento determinado para a minha faixa etária, 68 anos. Mesmo sendo médico e estando exposto na linha de frente do combate ao vírus, em nenhum momento pensei em me vacinar antes que chegasse a
Há alguns anos, o poeta Kitute Coelho deu um livro de presente a Doutor Deraldo, em Irará. O livro apresenta áreas de conservação ambiental  da Bahia, um trabalho de arte gráfica  com fotografias de Rui Rezende e Sérgio Cedraz e uma narrativa em cordel de autoria do poeta iraraense, daí também o porquê do presente,
Por que pouco se vê a moda de mulheres usando lenço de cabeça em Feira de Santana? A resposta está em um preconceito. Um dia procurei entender isso, conversando com mulheres mais idosas aqui na princesa do sertão, inclusive com colegas professoras e encontrei esta explicação. Feira já foi uma região de grande produção de fumo,

A escalada macabra da Covid-19 em Feira

A marcha macabra da Covid-19 na Feira de Santana ganhou novo impulso ao longo da semana. Os números que atestam a constatação são da própria Secretaria Municipal da Saúde – SMS, mas também do Centro de Informações de Registro Civil – CRC Nacional, que podem ser consultados no endereço eletrônico https://transparencia.registrocivil.org.br/especial-covid. Em Salvador e Região

Coisas sem noção que vivi em São Paulo

Da série: coisas sem noção que vivi em SP por ser nordestina: 1) Na faculdade, um colega disse que demorou a querer contato comigo por causa do meu sotaque. Quando me ouvia, ele dizia lembrar de uma vizinha “nordestina daquelas bem barraqueiras, sabe?”. – Não, não sei. 2) Numa mesa de bar numa tarde de
“Um contemporâneo queixou-se de que as ruas de Salvador ‘se acham atulhadas de negras vendedeiras […] que impedem o uso público aos moradores’”. Não, a frase não é recente. Aplicou-se à Salvador da década de 1830, quando as ruas da Cidade da Bahia povoavam-se com uma multidão de vendedoras que iam de porta em porta

Meia-lua inteira no céu da Feira

É noite de domingo e bem que eu pretendia escrever sobre a melancolia da noite de domingo. Mas fui à janela e, lá, vi uma perfeita meia-lua no silencioso céu feirense. A visão dissipou essa sensação, que vem à tona mesmo durante a pandemia. “Meia-lua inteira”, lembrei, então, da canção alegre de Caetano Veloso. Em

Saudades do Colégio Diocesano

Por esses corredores do Diocesano passei 10 anos da minha vida de estudante. Do pré primário de Dona Zênia (as ‘tias’ e as ‘prós’ vieram depois…) à quarta série do ginásio com aulas de padre Alcyr, dona Mundinha…numa sala de um corredor que não era esse da foto clicada no já distante 2013. O Colégio
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