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O voto no candidato “da terra”

Há décadas, na Feira de Santana, fala-se na eleição de candidatos locais para representar a cidade nos parlamentos. Segundo o entendimento corrente, caso eleitos, estes políticos representariam melhor a Princesa do Sertão por conhecer suas mazelas, pela possibilidade de direcionar emendas, pela maior disposição de defender os interesses feirenses. Então, são comuns campanhas recomendando o

Raimundinho Sanfoneiro

O entusiasmo de Raimundinho Sanfoneiro é com a casa que ele ganhou do Minha Casa, Minha Vida. Tinha acabado de receber a notícia. Quase nem falava direito, agitado, contente. O antigo músico, era figura que formava a roda para o serviço do propagandista de remédio, o camelô de feira, como João do Pote e João
OS CAZUMBÁ ERGUERAM UMA CAPELA dedicada a um mártir do cristianismo, João Batista. O profeta judaico que batizou Jesus e teve a cabeça decepada a mando de Herodes. A Igreja Católica tem a “Missa do Martírio ” para lembrar a hagiografia de João e é celebrada na data de hoje, 29 de agosto. Ano passado, teve

Nessa esquina havia uma fonte

Do chão dessa esquina jorrava um olho d’água, uma fonte, uma nascente. Num tempo em que, no lugar do posto de combustível lá na frente, era o prédio do jornal Feira Hoje.  Tinha um nome de mulher, “fonte de fulana de tal…”, como a Lili. Lugares comuns eram as fontes na Feira. O aconchego e

Teca do Jerimum

Teca já está ali há um bom tempo mas só fui conhecê-la, de fato, quando fui tomar café com a turma do Festival de Teatro Infantil, um evento extraordinário, anual, que Feira exporta para o Brasil há anos. Como a entrada foi pelo portão do Jerimum, na calçada eu já a vi por trás do

O Jeep de Nael

De vez em quando aparece no Mercado de Arte para dois dedos de prosa com Jurivaldo, um que viajou com ele, Nael, José Correia dos Santos.  Morava no Najé. Era dono de um jeep e com ele fazia a lotação para outros camelôs e propagandistas, ambulantes que moravam em Feira e “faziam as feiras” em
Nunca vi fotos, registros em jornais da época e muito menos ouvi alguém dizer (a não ser culhudeiros de plantão) ter participado ou assistido ao cortejo de Amélio Amorim, pelo centro de Feira, sobre um carro-de-boi rangedor e vestido de vaqueiro. Acho mais fácil ter acontecido isso, do que o replay da cena de Hamlet

Sete Bocas

Nos Olhos D’água, os moradores-raiz, dizem que o reflorestamento desse lote de terra pública, quem começou foi Mimo. Lito Reis , advogado que estourou dedão de pé no calçamento da Papa, lembra até de horta e verdes folhas de alface colhidas no local. Dia desses, essa micro reserva ambiental urbana, também chamou a atenção do

Um passo para a saudade, dois rumo ao destino

Aconteceu há mais de uma década.  Quando o corpo de Antônia de Ogum ia sair do terreiro para o Cemitério São Jorge, surgiu uma dúvida sobre o rito fúnebre a ser seguido dali por diante. O questionamento começou ao pé do caixão, onde estavam familiares consanguíneos, yalorixás, babalorixás, ogans, ekedis, o alabê da Casa e

Mulheres: respeito tem de começar cedo

No setor de fast food de um shopping em Salvador, Bahia, Brasil, uma cena para não se esquecer nunca. A menina, de uns seis anos, brincava de colorir e um menino da mesma idade, deduzo, passou, viu e, largando a mão do pai, voltou e rasgou o papel. A garotinha ficou paralisada de susto. Os
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