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Daniel Rego

Meus amigos jornalistas 

Um dia eu citei estes versos cantados pelo falecido Belchior como se dele fossem: “Ano passado eu morri, mas este ano eu não morro“. Porém, o poeta e jornalista Elieser Cesar, feirense que nem eu, veio em meu auxílio e declarou serem de Zé Limeira, o poeta do absurdo que eu julgava pernambucano, os tais

Maryzelia com ipsilone

“Eu me vejo comovida com vontade de cantar”. Esse verso de Sorriso de Banjo, que Jovelina Pérola Negra deu voz, pode definir o que certamente Maryzélia sentiu ao se apresentar no aniversário do Centro Cultural Sesc em Feira de Santana com o show Pérola do Samba. Vê-la no palco do teatro, com ingressos esgotados dias

ACM Neto, o negão da Rua Nova

ACM Neto não é um daqueles soteropolitanos que ‘detestam’ Feira de Santana. Se foi assim na adolescência,quando esses preconceitos são mais fortes, agora já não é mais. Ao contrário, já pode até dizer que é negão da Rua Nova ou sambador da Matinha que muita gente vai acreditar. Além de um título de cidadão feirense,
Muitas são as histórias que narram o surgimento do bairro São João do Cazumbá, em Feira de Santana. A narrativa que mais aparece na memória dos moradores está ligada a Lucas da Feira. Este sujeito era um escravo foragido que viveu no século XIX na região do Recôncavo e Sertão. Nos depoimentos Lucas da Feira

Fale com Iolanda

“Fale com Iolanda”, “Iolanda sabe”, “Iolanda tem”, “Iolanda, por favor…”. Na Secretaria de Comunicação tudo era com ela. Onde estão as pautas? com Ió, cadê o Secretário, Iolanda?  qual o roteiro melhor para o motorista ir buscar o repórter preguiçoso, Iolanda sabia a dica porque alguém, o rádio, uma conversa que ouviu, tudo ela dava
Bonfim de Feira estava na rota de comércio pujante muito antes de Feira ser o que é. Pura logística da época. Por lá passava o importante caminho das mercadorias transportadas pelas tropas de animais entre o Recôncavo, a Chapada e os Sertões. O Poço, Tócos, Umburanas, São Gonçalo, Cachoeira, interligados por ali. Muita coisa se

Cacos de vidro do Santuário Senhor dos Passos

Sim, ontem havia gente trabalhando na reforma da fachada da igreja Senhor dos Passos. A capela vem do tempo do coronel Felipe Ferreira de Cerqueira que também era dono de um cemitério. Incorporando a mística  do estilo arquitetônico meio gótico, meio medieval, o revestimento externo reflete inúmeros micro pontos de luz, dando um brilho especial
O Samba de Luizinho vem dos carurus de roça no distrito de Ipuaçu. Lá na localidade de Formosa, quando ele aprendeu a tocar um pouquinho, começou a ser chamado para animar, com a sanfona, o samba-de-roda dos carurus da redondeza. Nas festas rurais foi se aperfeiçoando, numa delas apaixonou-se veio pra Feira com a mulher
Essa é DÓ em sua barraca numa Marechal que não existe mais. Márcio Punk a chamava, também, de ‘Falcatrua’. Ou era Charles Mendes ? que falcatruou o nome para suas provocantes intervenções artísticas? Fato é que DÓ FALCATRUA era ponto e referência numa Marechal que não era melhor nem pior, estava contextualizada dentro de um

Governo teocrático em Feira

Nós tivemos uma espécie de teocracia quando Clailton Mascarenhas foi Prefeito e tinha como conselheiro-mor o vigário geral da Matriz de Santana, padre Abel, irmão da mulher dele, a sisuda ‘Dona Perpétua’. Clailton, pequeno comerciante na Salles Barbosa,  foi pinçado por Falcão, em meio a uma grave crise na campanha eleitoral, para substituir o vice
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