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Laila Geovana Beirão
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A mitologia dos valentões de araque

O começo da tarde de sábado escorria banal. No boteco tradicional no centro da Feira de Santana uns grupos bebiam, outros já almoçavam. Os sons dos talheres, dos pratos, dos risos e das conversas realçavam aquela normalidade. Lá fora tudo normal também: os automóveis avançavam sobre os paralelepípedos e os pardais piavam nos telhados, nas

Trovões (Trovões e o Vento)

1. Penso, às vezes, que as coisas não têm sentido. A vida é só um rio raso que segue por seguir. E cansa. E estagna. Às vezes sinto-me estagnar, como esses rios. E que estou mais velho. E eis que ouço uns trovões. A tarde é morna e irrita. Que venham os trovões. Ainda borboleteiam
eu não sei nem mais o que dizer de tanto que já disse…vcs q pensem olhando a foto. digo apenas que aí onde está esta senhora, Dona Brasilina conhecida como Dona Lina, com o guarda chuva e toda a dignidade de uma feirante, é uma das escadarias do centro de abastecimento, que liga galpões a
Nestes estranhos dias pandêmicos, o ocasional som contagiante de um forró resgata a lembrança de que o São João está se aproximando. Falta pouco mais de um mês. Só que, mais uma vez, as tradicionais festas serão canceladas – sensatamente – porque a pandemia da Covid-19 permanece aí, à espreita. Governantes e especialistas que acompanham
desde quando Punk era vivo que rolou essa história de algumas putas do beco da energia incomodadas com os domingos ocupados pela arte. “não vem clientes, dá prejuízo”…era o que se dizia que se dizia. não deu-se ouvidos, até pq o domingo nunca foi o dia forte daquela viela incrustada no lufa-lufa do centro comercial

O beco pulsante nos fundos do MAP

– Naquela época lembro que os velhos jogavam dama bem aqui! A frase foi lançada logo depois da remoção dos relojoeiros e chaveiros que trabalhavam ali naquele beco que fica bem atrás do Mercado de Arte Popular, o MAP. Uma senhora sisuda, empertigada, de olhos nostálgicos, resgatava um cenário de décadas atrás, feliz. Trata-se da
Um homem doce, amante da natureza e das coisas simples, dado a efetividade e diminutivos carinhosos: quem é próximo, sabe do que digo, é só lembrar de como ele nos chama. Eu sou sempre a sua Aninha. Trata-se de uma forma marcante de dizer “gosto tanto de você!”. A recíproca é verdadeira e, por isso,

País do futuro hoje é sem futuro

– Ninguém discute mais o futuro, abandonou-se de vez o planejamento. O país do futuro do passado não tem mais futuro, só presente… O desabafo oportuno é de um amigo que labuta com planejamento, com o debate sobre o desenvolvimento. Concordei, de imediato, com a avaliação. Depois fiquei matutando o porquê desta situação. Julgo que
Pouco antes das eleições de 2020 parte da Feira de Santana recebeu um “banho de asfalto”. Vias que não sofriam qualquer intervenção havia tempos foram tomadas pelo barulho de máquinas, pelos gritos e agitação dos trabalhadores, pelo cheiro marcante do betume. Tornaram-se, enfim, transitáveis, cessando os tormentos que afligiam os motoristas. Sobretudo de quem circula

A Guerra das Mamonas

Quando Bode veio do mato afivelando o cinto, já foi aos berros: – Quem é o ladrão que está mexendo nas minhas mamonas? Biziu respondeu na tampa: – Mamona, é? E isso aqui? E isso aqui? É só mamona, é? – E ia despejando a capanga e separando as pedras. – As pedras eram pra
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