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Daniel Rego

Domingos Nunes acabou de falar no ‘boró’ dos garimpeiros que compravam melancia a um antigo morador do vale do rio Pojuca, quando Zé Beiçola, que  tinha ido buscar lá dentro a cerveja que eu tomava sozinho, viu o vaqueiro e foi logo fazendo as apresentações à moda dele: –O homi tá aqui perguntando sobre a
De imorredouras esperanças, utopias ressignificadas, e da necessidade de lideranças fortes e carismáticas para atravessar o deserto do cinismo No mundo todo parece haver uma crise de liderança ao tempo em que, de modo aparentemente paradoxal, parece se fazer presente uma miríade de líderes pontuais e momentâneos na cena mundial. Uma série de fatores deve

O cenário desolador no centro da Feira

Basta circular um pouco pelas vias centrais da Feira de Santana para perceber como há comércio fechado. A situação, que já não era boa desde a crise de 2015/2016, desandou de vez com o começo da pandemia, há um ano. É desolador ver portas fechadas com a pintura já se desfazendo pela ação do tempo;

A praça é do povo e do lambe-lambe

Os meninos de Zé Alves – Gean e Jaitan – não esperaram o pai morrer para escrever a história “do velho” e  fizeram o documentário áudio-visual  “O Retratista”, contando a vida desse fotógrafo lambe-lambe da praça central da cidade de Feira de Santana. Zé Alves  saiu da roça, onde lutava com gado, era vaqueiro, e

Prefeitura também pretende comprar vacinas

Vira e mexe chega a notícia sobre algum conhecido que morreu de Covid-19. Aí então a memória acende a recordação de quem se foi e a imensa tragédia – os números aqui no triste Brasil são apocalípticos – ganha um nome, um rosto. Nesses momentos é possível imaginar a dor de tantas famílias enlutadas. A
O caminhão de Buá do Candeal trazia a mercadoria da Feira de Santana para o Barracão de Seu Joaquim, instalado perto da obra e dos barracões de pindoba onde moravam “os garimpeiros” que chegavam de todos os lugares do Brasil. As “Casas de Turma” construídas pela empresa ferroviária da época (que falaremos e mostraremos com

O armistício mercantil do domingo

Domingo é dia de armistício mercantil no centro da Feira de Santana. Tudo é quietude e prevalecem, nele, o silêncio e a solidão. As avenidas congestionadas, os becos apinhados, as praças prenhes do ir-e-vir, os disputados calçadões, neste dia tudo repousa numa trégua frágil. Sim, porque mesmo aos domingos o ambiente recende a comércio, à

A arte continua salvando nossos dias

Após os meses de exaustivo trabalho para a regulamentação e implantação da Lei Aldir Blanc aqui em Feira de Santana, finalmente os fazedores e fazedoras de cultura estão colocando em prática seus projetos. Homens e mulheres de todos os cantos desse território colocaram pra fora os meses de confinamento de suas produções. Sim, os artistas
Uma ponte de trem, feita em concreto armado, praticamente pronta, e esquecida no meio do matagal! Uma ponte no distrito rural da Matinha, em Feira de Santana.
Claro que o leitor poderá dizer: toda cidade nordestina é assim, outros darão de ombros, outras olharão de soslaio, outras murmurarão que tal cidade seria muito mais representativa, e, acertadamente, haverá quem diga que toda cidade, seja Marrakech ou Calcutá, Vibonati ou Macapá, no Brasil ou alhures, toda cidade é, ao mesmo tempo, terra de
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