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Daniel Rego

O fulgor do riso das hienas, o pálido sorriso das avestruzes e o tímido balido das ovelhas na pandemia, ou leitura semiótica de uma foto de aniversário. A população brasileira, assim como em várias outras partes do mundo, pode ser classificada hoje em 1/3 hienas (ressentidos, punitivistas e negacionistas), 1/3 avestruzes (tentando se convencer que
Mais uma carreata defendendo o impeachment de Jair Bolsonaro, o “mito”, aconteceu hoje (21) aqui na Feira de Santana. O movimento se repetiu em dezenas de cidades de diversos estados brasileiros. Escorado por sua aliança com o famigerado “Centrão”, na Câmara dos Deputados, dificilmente o “mito” cai. Pelo menos por enquanto. Mas a mobilização chamou

A tarde dengosa de Jaguara

Os bois esparramando a tarde dengosa de Jaguara, na quietude vespertina de sol e verdames. O sacolejo da estrada me devolve a 20 anos e eu procuro as pessoas que fui buscar lá e não encontro mais. Ou porque se foram, ou porque a tarde é longe de tudo. Ou porque há certa precariedade desapiedada
Um juiz ‘tipo Moro’ daquela época, mandou prendê-lo porque a filha havia se apaixonado loucamente pelo locutor mais popular, sedutor e romântico de Feira de Santana,  e parecia ser correspondida… Essa história de amor do radialismo feirense foi protagonizada por Joel Magno em décadas passadas, e eu soube dela, assim sem detalhes nomes ou fotografia

A crônica vazia na noite silenciosa

Confesso que pensei em escrever a famosa crônica sobre a falta de assunto. Mas devo reconhecer que me falta talento para a empreitada e o pior é que não falta assunto aí na praça. A sordidez no Planalto Central, a indigência intelectual, a truculência, a ignorância, a falta de rumo e de perspectiva, o futuro

Uma escultura para Márcio Punk no Beco da Energia

Brigitte, a cachorrinha de vestido de chita, dormita sobre a almofada e dona Cleia ao lado toma conta do negócio. Quem entra pelo Beco do Moco é a primeira do lado direito. Da fachada desce um toldo com listras coloridas sobre o qual, tem tempos, cresce uma trepadeira daquelas de flores vermelhas. Cleia é uma
Tantos meses sem sair de casa! Sem pisar a areia das praias onde eu fazia caminhadas de Jardim dos Namorados a Amaralina, três, quatro vezes por semana. Sem andar na Ipueira, numa caminhada mensal de ”suar em bicas’’, sob o vento e o sol, enquanto respirava o cheiro de maracujás do mato, assa-peixe, caiçaras e

Dois dedos de prosa sobre o Brasil do futuro

– Para que tanto papel? E ficou, por alguns instantes, observando a banca multicolorida, repleta de publicações. Revistas de moda, de culinária, de esportes, de decoração e arquitetura, de receitas, de telenovelas. Afora os jornais, com suas fotos e manchetes, empilhados, comunicando acontecimentos, requisitando atenção. Havia também livros numa prateleira, plastificados, anunciando filósofos, grandes pensadores,

Campina Grande sem Assis Costa

Naquele ano de 1994 estou em Salvador na redação do ‘Bahia Hoje’, no calor do fechamento de mais uma edição, quando a portaria me avisa pelo interfone que tinha um grupo de vereadores “de outro estado” querendo visitar o jornal. Quem? ele à frente…Assis Costa, vereador em Campina Grande, antigo e afetuoso companheiro na Redação

Uma passarela sem pedestres

Conceição Lobo foi uma colega jornalista que morreu súbita e precocemente em Feira de Santana e seu nome foi dado à passarela da Cidade Nova, bairro onde ela morou. As passarelas, essa no modelo da ‘Conceicão Lobo’, ganharam dimensão urbanística na Bahia com as instalações delas nas avenidas de vale de Salvador. Arquiteto famoso as
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