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Daniel Rego

O falso dilema entre economia e saúde

A pandemia do novo coronavírus, que assola o mundo nos dias atuais, levantou diversas discussões – entre elas, a relação entre economia e saúde, bem como qual delas deve ser prioridade nesta crise, em termos de política pública. Modelos teóricos de economia incluem a saúde como componente do capital humano – essa determina a produtividade

Tarde de garoa prateada na Feira

A garoa começou a se desprendeu das nuvens, macia, no meio da tarde. Uma névoa prateada envolveu o casario feirense e diluiu os espigões que se espicham, portentosos, nas cercanias do centro da cidade. Às vezes, a chuva tímida se encorpava. E o vento fustigava-a contra os raros passantes nas ruas desertas, açoitando-os no rosto,

Entre costuras e bordados na quarentena

Sempre fui péssima em trabalhos manuais. Quando estudante no ensino médio, volta e meia a professora de Artes, a estimada “Paquinha” – quem lembra? – me alfinetava por não fazer direito uma bainha aberta, pregar um botão, fazer um bordado em ponto cruz ou ponto cheio. Minha mãe era excelente em costura e bordado, pena
As memórias dos/as moradores/as remetem ao período da escravidão, quando teria existido o quilombo da Matinha, esta seria a origem do nome da localidade, Matinha “dos Pretos”. Já a memória da formação territorial da região em que fica a praça da comunidade remete ao “fincamento” do Cruzeiro, que segundo os moradores, resulta de uma promessa
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Comércio feirense fecha mais uma vez

Saiu há pouco o decreto da Prefeitura determinando o fechamento do comércio feirense a partir de quinta-feira (21). A medida vai se estender até o dia 01 de junho. Há exceções, evidentemente: supermercados, açougues, padarias, farmácias, postos de combustíveis e lojas de autopeças. O essencial e mais alguns setores. Tudo indicava que a medida ia
– Tá tudo errado! E deu uma pancada no volante do automóvel para realçar a indignação. Discorria sobre o recesso de julho em escolas e faculdades. “Onde já se viu? Duas férias por ano!”, exasperava-se. E recorria ao bordão: “Tá tudo errado!”. Era motorista de aplicativo. Presumi que sem nenhuma experiência com educação. Mas distribuía
Escrevo, atipicamente, na noite de sábado. Normalmente, os sábados são dedicados à vida social, aos encontros, àquela cota de prazer e liberdade que se encaixa tão bem no atribulado dia-a-dia. A pandemia, porém, subverteu a rotina. Mais: subverteu a própria vida. Pelo menos por enquanto. E, na noite de sábado, deparo-me com o som do
“Tá bem, graças a Deus! Esses dias tá guardadinho. Tive lá mês passado, me falou que parou de atender esses tempos rsrs.”, me respondeu, prestamente, o poeta Kitute Coelho lá da cidade de Irará, tranquilizando este rascunhador que em 2013 conheceu o famoso  médico  iraraense Deraldo Portela (foto) em circunstâncias que alinhavo abaixo por regozijo

Dias insólitos no Farol da Barra

Chove com feroz regularidade em Salvador há cerca de um mês. Já mencionei em texto anterior. O vento, soprado do mar, foi assustador em algumas noites. Sacudia o vidro das janelas e assoviava nas quinas dos edifícios como nos filmes de terror. E sempre a chuva, embaçando janelas, escorrendo caudalosa pelas fachadas dos edifícios, acumulando-se

Feira por trás das máscaras

A vida pulsante de Feira de Santana está nas ruas do comércio do centro da cidade. É onde reside  a alma ancestral desse aglomerado de  600 e tantos mil  cidadãos e cidadãs moradores deste município. Fotojornalista com currículo onde despontam prêmios e larga experiência em veículos de comunicação,  Luiz Tito é um frequentador diário desse
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